A partir do dia 1º de novembro, só será concedido o registro de bacharel em ciências contábeis mediante aprovação no Exame de Suficiência
Por Priscila Lima, Administradores.com.br
A aprovação da Lei 12.249/10, que reativa o Exame de Suficiência para contadores, chega para valorizar e devolver a autoestima aos profissionais da área, frequentemente estigmatizados como "guarda-livros" ou como "aqueles caras" que vivem com uma calculadora na mão e possuem um pequeno escritório, com uma mesa invariavelmente desorganizada, abarrotada de planilhas e guias de pagamento.
Ainda hoje, parte do empresariado tem esta visão distorcida sobre os profissionais da contabilidade, o que também não deixa de ser culpa de muitos contadores, que insistem em manter um estilo antiquado, burocrático e pouco interessado por como seu negócio é visto pelo cliente.
Estamos na era da geração Y e de novidades tecnológicas diárias, e não é diferente em relação ao sistema fiscal e tributário brasileiro. O projeto Sped e seus pilares, a certificação digital e outros tipos de obrigações fiscais que migraram para o ambiente online são os maiores exemplos de como as relações entre contribuintes e os Fiscos das três esferas entraram definitivamente no campo digital, abrindo espaço para o contador-consultor e encerrando a carreira de profissionais obsoletos.
Parece muito? Pois não é! Além de conhecer cada uma das obrigações fiscais eletrônicas e suas penalidades, formas de entregas, implantações etc., o contador-consultor não pode deixar de acompanhar as mudanças tributárias diárias em cada uma das esferas e ainda providenciar escriturações fiscais e contábeis, sem esquecer-se de entregar guias e Darfs de impostos para que o contribuinte-cliente efetue os pagamentos em prazo hábil. Isso tudo sem falar na Norma Internacional de Contabilidade, que está sendo adotada e ainda gera muitas dúvidas.
Em meio a tantas mudanças, cabe ao profissional de contabilidade a tarefa de mostrar que seu trabalho é cercado de muita inteligência profissional e que sua expertise é fundamental para que as companhias estejam sempre saudáveis dos pontos de vista fiscal e tributário.
Se por um lado o Exame de Suficiência é importante para devolver a autoestima ao contador, por outro, pode-se concluir que a mera aprovação em exame não garante que este profissional contábil está apto a atuar em um cenário tão metamórfico. Discursos favoráveis ou contrários não representam a solução para qualquer problema, mas servem como um meio de direcionar as novas exigências em relação às Ciências Contábeis do novo século.
Priscila Lima é graduada em Ciências Contábeis e Administração de Empresas, atualmente ocupa o cargo de executiva da Apress Consultoria Contábil (www.apress.com.br), especialista em Nota Fiscal Eletrônica.
Extraído de: http://www.administradores.com.br/informe-se/administracao-e-negocios/qual-a-imagem-do-seu-contador/39501/
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
A importância da estratégia tributária para competitividade das empresas brasileiras
Enquanto a reforma tributária não chega, as empresas incluem em seus planos de negócios, sem desrespeitar a lei, estratégias que possibilitem minimizar a elevada carga tributária brasileira
Por Cláudio José Carvajal & Paulo César Coelho Carvajal, www.administradores.com.br
A carga tributária é a quantidade de tributos (impostos, taxas e contribuições) das três esferas (Federal, Estadual e Municipal) que incidem sobre a economia, que é formada pelos indivíduos, empresas e o governo. O sistema tributário brasileiro é composto por cerca de 60 tributos federais, estaduais e municipais, instituídos e regulamentados por uma série de normas, o que gera uma enorme complexidade de gestão tributária para empresas. Para lidar com essa realidade muitas empresas criam departamentos ou necessitam de assessoria externa para cuidar exclusivamente de sua administração tributária.
No Brasil, a carga tributária é superior a 35% do PIB, segundo estudo divulgado pela Receita Federal. Em alguns países desenvolvidos, observamos carga tributária menor, e sistemas tributários mais eficientes, com menor quantidade de tributos, o que torna a administração tributária muito mais fácil e menos onerosa. Segundo um estudo realizado pelo Banco Mundial, o Brasil está em 125º lugar, em termos de competitividade tributária, entre 181 países analisados na pesquisa.
Para tornar as empresas brasileiras mais competitivas, é preciso que a tão sonhada reforma tributária seja realizada com eficácia pelo governo brasileiro, possibilitando desonerar os cidadãos e as empresas, tornando não somente as empresas, mas o país mais competitivo no cenário internacional.
Enquanto a reforma tributária não chega, as empresas incluem em seus planos de negócios, sem desrespeitar a lei, estratégias que possibilitem minimizar a elevada carga tributária brasileira. A constituição federal deixa claro que planejar tributos é tão legal quanto planejar fluxo de caixa ou investimentos. A eficiência da gestão tributária inclui o pagamento correto e pontual dos tributos, para evitar multas e acumulo de passivo tributário, e através do conhecimento profundo da legislação tributária, criar alternativas que permitam pagar menos tributos.
De acordo com Shingaki (2002), a elisão fiscal é definida como a economia lícita, mediante toda e qualquer ação anterior à ocorrência do fato gerador que, sem violar a lei, evita, reduz ou posterga o imposto. Corroborando esta opinião, Koch (2003) afirma: "A elisão fiscal, hodiernamente tratada como planejamento tributário consiste em praticar atos legais, sem dissimulação, sem fraude, visando minimizar o imposto a recolher".
Assim, a estratégia tributária é uma maneira de planejar a redução de impostos, o que deverá refletir positivamente nos seus resultados da empresa. É a atividade preventiva que estuda os atos e negócios jurídicos que o agente econômico pretende realizar. Sua finalidade é obter a maior economia fiscal possível, reduzindo a carga tributária para o valor realmente exigido por lei.
Professor Cláudio José Carvajal Júnior – Coordenador dos Cursos de Administração da Faculdade Módulo. Co-autor do livro "Administração de Organizações Complexas", Editora Qualitymark, 2009. É também Sócio Diretor da Carvajal & Associados – Soluções Empresariais.
Professor Paulo César Coelho Carvajal – Sócio da Carvajal e Bolina – Sociedade de Advogados. Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo - FDSBC, Especialista em Direito Público e Tributário.
EXTRAÍDO DE: http://www.administradores.com.br/informe-se/administracao-e-negocios/a-importancia-da-estrategia-tributaria-para-competitividade-das-empresas-brasileiras/39100/
Por Cláudio José Carvajal & Paulo César Coelho Carvajal, www.administradores.com.br
A carga tributária é a quantidade de tributos (impostos, taxas e contribuições) das três esferas (Federal, Estadual e Municipal) que incidem sobre a economia, que é formada pelos indivíduos, empresas e o governo. O sistema tributário brasileiro é composto por cerca de 60 tributos federais, estaduais e municipais, instituídos e regulamentados por uma série de normas, o que gera uma enorme complexidade de gestão tributária para empresas. Para lidar com essa realidade muitas empresas criam departamentos ou necessitam de assessoria externa para cuidar exclusivamente de sua administração tributária.
No Brasil, a carga tributária é superior a 35% do PIB, segundo estudo divulgado pela Receita Federal. Em alguns países desenvolvidos, observamos carga tributária menor, e sistemas tributários mais eficientes, com menor quantidade de tributos, o que torna a administração tributária muito mais fácil e menos onerosa. Segundo um estudo realizado pelo Banco Mundial, o Brasil está em 125º lugar, em termos de competitividade tributária, entre 181 países analisados na pesquisa.
Para tornar as empresas brasileiras mais competitivas, é preciso que a tão sonhada reforma tributária seja realizada com eficácia pelo governo brasileiro, possibilitando desonerar os cidadãos e as empresas, tornando não somente as empresas, mas o país mais competitivo no cenário internacional.
Enquanto a reforma tributária não chega, as empresas incluem em seus planos de negócios, sem desrespeitar a lei, estratégias que possibilitem minimizar a elevada carga tributária brasileira. A constituição federal deixa claro que planejar tributos é tão legal quanto planejar fluxo de caixa ou investimentos. A eficiência da gestão tributária inclui o pagamento correto e pontual dos tributos, para evitar multas e acumulo de passivo tributário, e através do conhecimento profundo da legislação tributária, criar alternativas que permitam pagar menos tributos.
De acordo com Shingaki (2002), a elisão fiscal é definida como a economia lícita, mediante toda e qualquer ação anterior à ocorrência do fato gerador que, sem violar a lei, evita, reduz ou posterga o imposto. Corroborando esta opinião, Koch (2003) afirma: "A elisão fiscal, hodiernamente tratada como planejamento tributário consiste em praticar atos legais, sem dissimulação, sem fraude, visando minimizar o imposto a recolher".
Assim, a estratégia tributária é uma maneira de planejar a redução de impostos, o que deverá refletir positivamente nos seus resultados da empresa. É a atividade preventiva que estuda os atos e negócios jurídicos que o agente econômico pretende realizar. Sua finalidade é obter a maior economia fiscal possível, reduzindo a carga tributária para o valor realmente exigido por lei.
Professor Cláudio José Carvajal Júnior – Coordenador dos Cursos de Administração da Faculdade Módulo. Co-autor do livro "Administração de Organizações Complexas", Editora Qualitymark, 2009. É também Sócio Diretor da Carvajal & Associados – Soluções Empresariais.
Professor Paulo César Coelho Carvajal – Sócio da Carvajal e Bolina – Sociedade de Advogados. Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo - FDSBC, Especialista em Direito Público e Tributário.
EXTRAÍDO DE: http://www.administradores.com.br/informe-se/administracao-e-negocios/a-importancia-da-estrategia-tributaria-para-competitividade-das-empresas-brasileiras/39100/
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Os 5 erros do planejamento financeiro
Os 5 erros do planejamento financeiro
http://www.youtube.com/watch?v=73YyXlPHeqQ
http://www.youtube.com/watch?v=73YyXlPHeqQ
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Breve apresentação da história da contabilidade, da sua origem pré-histórica até o desenvolvimento no Brasil.
22 de setembro, dia do Contador. Conheça a história deste dia especial.
Por FERNANDO KITZINGER DANNEMANN.
Regulamentada pelo decreto nº 9295 de 1946, a profissão de contador tem suas atribuições definidas pela resolução 560, de 1983, do Conselho Federal de Contabilidade. Para a prática de sua atividade profissional, o contador necessita ter formação cultural sólida e diversificada, pois os pareceres, os relatórios e as demonstrações contábeis realizadas sob sua responsabilidade, são elementos indispensáveis à orientação e fundamentação de decisões tomadas pelos dirigentes de empresas tanto públicas como privadas. A data de 22 de setembro foi escolhida como a de comemoração do Dia do Contador por ser ela a mesma dedicada ao padroeiro da profissão, São Mateus, um apóstolo que antes de se dedicar à evangelização exercia a atividade de publicano (cobrador de rendimentos públicos, uma categoria de gente rica que arrematava em leilão o direito à cobrança dos impostos nas diversas províncias romanas).
No Brasil, a seleção da data marca também a criação, em 1945, do curso de ciências contábeis, através do decreto nº 7988. O ministrado pela Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, um dos primeiros cursos superiores em contabilidade instalados no Brasil, começou a funcionar no mesmo ano de sua criação, na recém-constituída Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas de Minas Gerais, hoje denominada Faculdade de Ciências Econômicas. Em 1953, ele passou a se chamado de Ciências Contábeis. O início desse sistema de ordenação e escrituração das contas de uma empresa aconteceu empiricamente, ou seja, seu conhecimento desenvolveu-se através da experiência adquirida com a prática, e seu criador - e principal divulgador do método de partidas dobradas - foi o monge franciscano Luca Pacioli (1450-1510), matemático italiano e professor dessa matéria nas principais cidades de seu país.
Até a primeira metade da década de 70 o praticante desse ofício técnico também era conhecido no Brasil como guarda-livros, mas como os profissionais de Contabilidade passaram a receber o nome de contadores, esta expressão caiu completamente em desuso. Aqueles que se formam ou concluem os cursos de nível superior de Ciências Contábeis recebem o diploma de Bacharel em Ciências Contábeis. Particularmente, também se pode atribuir o título de técnicos de contabilidade aos que têm formação de nível secundário. O exercício da profissão pede conhecimentos aprofundados de planejamento, coordenação, controle, análise e interpretação das informações econômico-financeiras e patrimoniais. O mercado de trabalho para os bacharéis em ciências contábeis são basicamente, as empresas industriais, comerciais e governamentais. O contador pode também lecionar para as classes de 1º, 2º e 3º Graus.
Um estudo sobre os profissionais dessa área esclarece que ainda na década de 80 os contadores gerenciais ficavam longe do centro de decisões e tinham pouco contato com os outros departamentos, não participando do processo decisório e sendo informados posteriormente das que haviam sido tomadas. Hoje, porém, o papel do contador gerencial sofreu profunda transformação, pois um número crescente desses profissionais se dedica quase integralmente à consultoria interna ou analise de negócios, dentro de suas próprias empresas, terceirizando seus trabalhos. O avanço da informática também tem liberado os contadores gerencias dos trabalhos rotineiros de contabilidade, razão pela qual eles podem disponibilizar mais tempo para os relatórios, análise e interpretação das informações do mercado. A maioria deles deixou o isolamento para atuar dentro dos departamentos operacionais, interagindo com os demais segmentos comerciais, administrativos e financeiros e participando das decisões finais que nortearão as atividades da empresa.
Os contadores que ingressam no mercado têm conhecimento de que a profissão exige pré-requisitos pessoais, tais como habilidade e boa comunicação oral e escrita, habilidade de atuar em equipes de trabalho, capacidade de análise detalhada, sólida experiência em contabilidade e conhecimento aprofundado da atividade comercial, como um todo, pois além de detectar os problemas possivelmente existentes na empresa, o contador também precisa de habilidade bastante para apresentar as possíveis opções de solução aos que foram identificados. Atualmente, trabalhar como contador tornou-se bem mais interessante e gratificante que no passado, pois o profissional do setor deixou de ser um funcionário burocrata para tornar-se parceiro estratégico da empresa em que atua.
Parabéns a todos!!
Extraído de:http://mercadocontabilcom.blogspot.com/2010/09/22-de-setembro-dia-do-contador-conheca.html
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
FIPECAFI
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sexta-feira, 10 de setembro de 2010
O contador ideal que as empresas procuram no momento.
Com a adoção de regras internacionais, empresas buscam profissionais de contabilidade com perfil mais voltado para o mundo dos negócios.
Talita Abrantes, de EXAME.com
O crescimento da presença das empresas brasileiras no mercado financeiro internacional está revolucionado o perfil dos contadores no país. Além de aumentar a demanda, o novo cenário pede profissionais com um perfil mais estratégico e voltado para o mundo dos negócios.
Isso significa que a imagem de senhores sisudos que passam o dia atrás de uma calculadora científica e de uma montanha de formulários não cola mais com essa carreira. "O profissional de contabilidade deixou de ser tecnicista", afirma Edgar Cornachione, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP).
Os executivos das principais empresas brasileiras confirmam isso. Segundo pesquisa da consultoria Robert Half divulgada em julho, 96% das companhias brasileiras admitem que os profissionais de contabilidade tornaram-se peças centrais para a tomada de decisões.
De acordo com especialistas, o aquecimento da economia e o crescimento da participação brasileira no mercado internacional são os principais fatores para essa mudança nos rumos da profissão. "A competição está mais acirrada. Isso faz com que a empresa fique mais pressionada pelo mercado", diz Edilene Santana Santos professora da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP).
Nesse novo cenário, as companhias estão mais cautelosas durante os processos decisórios. E, por conta disso, cresce a demanda por profissionais capazes de analisar todas as variáveis em questão.
O pesquisador da USP exemplifica isso com situações de compra de ativos pela empresa. Segundo ele, antes, o contador era chamado para apenas registrar a operação. "Hoje, ele participa da decisão junto com os outros gestores", diz.
Regras internacionais
O fenômeno é uma tendência mundial. "Recentemente, os países membros do G20 definiram que é prioritária a adoção de uma linguagem comum de contabilidade entre as nações do mundo", lembra Maria Clara Cavalcante Bugarim, vice-presidente de Desenvolvimento Profissional e Institucional do Conselho Federal de Contabilidade (CFC).
Sem normas universais para o exercício da contabilidade, os países viviam em uma espécie de torre de Babel. "Era possível que uma empresa, de acordo com as regras usadas no Brasil, fosse altamente lucrativa, mas que em outro país apresentasse prejuízo, apenas por causa das diferenças entre as normas", afirma a especialista.
Por isso, a partir de 2007, o Brasil passou a adotar o International Financial Reporting Standards (IFRS), o conjunto de regras contábeis determinados pela International Accounting Standards Board (IASB), com sede em Londres. "Isso dá mais segurança para os acionistas", explica.
O novo conjunto de regras cooperou para a revolução na carreira. "O exercício da contabilidade era bem formalista. Tudo estava previsto na lei", explica Edilene, da FGV. Nem sempre, contudo, a legislação correspondia à realidade de todas as empresas. Um exemplo disso, segundo a professora, era o momento de registrar a depreciação dos ativos da empresa. No caso de veículos, ela explica, a Receita Federal determina que após um período de cinco anos de uso, o valor do carro é igual a zero.
"No entanto, há muitos carros rodando com mais de cinco anos. Mas o contador não avaliava o tempo real de vida útil dos ativos. Seguia apenas o que as regras mandavam", diz. Com o IFRS, o profissional precisa julgar a vida econômica real do ativo. "E, para isso, ele precisa entender bem do negócio".
O fim do check list
Por isso, o contador não pode trabalhar em uma empresa sem entender qual a lógica por traz de cada dado que registra nos relatórios. "Antes era possível ser um bom contador sem entender tanto do negócio em questão. O profissional apenas reagia às transações", afirma Cornachione, da USP. "Agora, ele deixa de ser apenas a pessoa que tinha o conhecimento da linguagem dos negócios para deter conhecimentos sobre a lógica do negócio".
Nesse contexto, circular e compreender todas as áreas da companhia é essencial para o profissional, afirma William Monteath, diretor de operações da Robert Half."Isso o torna mais completo, afinal o setor de finanças interage com todos os outros", diz. Fluência em inglês, pós-graduação no setor de atuação e capacidade de liderança completam os requisitos do contador procurado pelas grandes companhias brasileiras.
Atualmente, os serviços de auditoria e consultoria, segundo os especialistas, são os que oferecem as melhores oportunidades de salário e carreira. Isso se deve, de acordo com Edilene, da FGV, ao fato de que, desde 2008, as empresas de grande porte são obrigadas a contratar serviços de auditoria externa. Até então, a exigência estava restrita às companhias de capital aberto.
Além disso, o crescimento economia brasileira também está puxando a demanda por profissionais no setor. Indústria e mercado financeiro lideram as contratações, apontam os especialistas.Mas, diante da miríade de oportunidades, profissional deve manter o foco. "Ele precisa repensar sua carreira e ver nitidamente em qual canoa quer colocar o pé. Para então, investir as fichas", afirma o professor Cornachione.
Extraído de: http://mercadocontabilcom.blogspot.com/2010/08/brasilia-04-de-agosto-de-2010-o.html
Contabilidade para Crianças
Contabilidade para Crianças...
Era uma vez o Carlinhos, um menino genial, inteligente, organizado e brincalhão. Olhando o seu baú de brinquedos, ficou pensando o quanto seus pais e parentes já haviam gasto para dar tudo aquilo a ele. Viu o quanto era privilegiado em ter todos aqueles BENS.
Já havia escutado que pessoas grandes tinham bens , mas também tinham obrigações e concordava, porque afinal elas que tinham pago os brinquedos para ele. Então ele resolveu fazer um levantamento de tudo que tinha. Mas queria fazer isso como gente grande. Sabia que era inteligente suficiente para isso.
Como era muito interessado e curioso, pegou um livro de Contabilidade, uma ciência que mede o tamanho do patrimônio das empresas. Viu que tudo tinha começado com a preocupação dos povos antigos em saber o que tinham, em medir o tamanho do rebanho. Ficou admirado deles contabilizarem tudo dando nós em cordas a cada ovelhinha que passava.
Pensou então em pegar uma corda para medir o patrimônio dele, até foi atrás de uma, mas era muito curta para o tanto de brinquedos que ele tinha. Já estava criando coragem pra pedir um novelo de lã da vovó, quando viu que poderia utilizar um método mais chique e prático. Era um tal método das partidas dobradas que ensinava que para cada APLICAÇÃO existe uma ORIGEM no mesmo valor, ou para cada débito existe um crédito.
Sabido que era, olhou para a bicicleta e logo foi partidobrando: a aplicação foi na Bicicleta e a origem foi meu pai. Olhou para a bola de futebol americano que a irmã tinha comprado, quando fez intercâmbio, pra ele pagar a ela devagarzinho com a mesada dele e partidobrou: a aplicação foi na bola e a origem foi a minha irmã.
Olhou pro album de figurinhas que havia comprado e partidobrou: a aplicação foi no album, mas a origem foi parte do meu dinheiro do cofrinho.
Viu um bolo de figurinhas que tinha e partidobrou: apliquei nas figurinhas e a origem também foi meu cofrinho. Pensou. E o dinheiro do cofrinho? Pensou, pensou e chegou a conclusão que a aplicação havia sido no dinheiro do cofrinho e a origem tinha sido a mãe , o pai, a vovó...Mas esse dinheirinho ele não teria que devolver não.
Se empolgou continuou com a leitura. Queria mesmo organizar e medir o seu PATRIMÔNIO. Descobriu então que tudo poderia ser representado como se tivesse tirado uma foto, como se parasse naquele momento e desse valor a cada bem, direito de receber um bem, ou alguma obrigação. A essa foto havia sido dado o nome de BALANÇO PATRIMONIAL.
Viu que como aplicação ele tinha uma bicicleta, uma bola e o dinheiro no cofrinho e que as origens tinham sido sua irmã, seus pais, avós e o próprio cofrinho que havia ficado mais pobre porque ele tinha tirado dinheiro de lá.
Organizando tudo, concluiu: do lado das aplicações ficam os bens e direitos, é chamado de ATIVO. E do lado das origens ficam as minhas obrigações e o que eu tenho de líquido, aquilo que é quase meu porque eu provavelmente não terei que devolver. Meus pais e avós não vão me cobrar enquanto eu existir, mas minha irmã vai sim!
E ficou encucado. E se todos resolvessem cobrar o que lhe deram? Agarrou o livro quase que pedindo socorro, estava se sentindo um endividado!
Tinha certeza que a Contabilidade deveria ter regras e ficou feliz quando descobriu que essas regras eram chamadas de PRINCÍPIOS CONTÁBEIS. Viu que um dos princípios informava que não podia misturar seu patrimônio com o de outras pessoas, era o da ENTIDADE. Era fácil de entender: cada macaco no seu galho! Tratou de tirar os brinquedos da irmã que estavam no seu baú. Separou as figurinhas dela também. Ela que fosse contabilizar o patrimônio dela!
Viu, também, que tinha o princípio da CONTINUIDADE e achou muito interessante. Por este princípio se encara que o dono do patrimônio terá vida longa, e que por isso as empresas não teriam que devolver o que foi investido nelas pelos sócios. Então ele provavelmente não teria que devolver a seus pais e nem aos avós...
Ficou do lado do Ativo do Carlinhos o dinheiro do cofrinho(200), a bicicleta(300) e a bola(80). E do lado do Passivo a irmã(80), os pais e os avós(500). Como ele sabia que não seria cobrado pelos pais e avós, então ele disse:
-Eu tenho os BENS e DIREITOS menos minhas OBRIGAÇÕES, ou seja, 200+300+80, menos 80 que devo a minha irmã. Meu Patrimônio Líquido é 500!
E saiu feliz da vida. Para ele, seu patrimônio estava contabilizado.
Liana Márcia
http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/1821152
Era uma vez o Carlinhos, um menino genial, inteligente, organizado e brincalhão. Olhando o seu baú de brinquedos, ficou pensando o quanto seus pais e parentes já haviam gasto para dar tudo aquilo a ele. Viu o quanto era privilegiado em ter todos aqueles BENS.
Já havia escutado que pessoas grandes tinham bens , mas também tinham obrigações e concordava, porque afinal elas que tinham pago os brinquedos para ele. Então ele resolveu fazer um levantamento de tudo que tinha. Mas queria fazer isso como gente grande. Sabia que era inteligente suficiente para isso.
Como era muito interessado e curioso, pegou um livro de Contabilidade, uma ciência que mede o tamanho do patrimônio das empresas. Viu que tudo tinha começado com a preocupação dos povos antigos em saber o que tinham, em medir o tamanho do rebanho. Ficou admirado deles contabilizarem tudo dando nós em cordas a cada ovelhinha que passava.
Pensou então em pegar uma corda para medir o patrimônio dele, até foi atrás de uma, mas era muito curta para o tanto de brinquedos que ele tinha. Já estava criando coragem pra pedir um novelo de lã da vovó, quando viu que poderia utilizar um método mais chique e prático. Era um tal método das partidas dobradas que ensinava que para cada APLICAÇÃO existe uma ORIGEM no mesmo valor, ou para cada débito existe um crédito.
Sabido que era, olhou para a bicicleta e logo foi partidobrando: a aplicação foi na Bicicleta e a origem foi meu pai. Olhou para a bola de futebol americano que a irmã tinha comprado, quando fez intercâmbio, pra ele pagar a ela devagarzinho com a mesada dele e partidobrou: a aplicação foi na bola e a origem foi a minha irmã.
Olhou pro album de figurinhas que havia comprado e partidobrou: a aplicação foi no album, mas a origem foi parte do meu dinheiro do cofrinho.
Viu um bolo de figurinhas que tinha e partidobrou: apliquei nas figurinhas e a origem também foi meu cofrinho. Pensou. E o dinheiro do cofrinho? Pensou, pensou e chegou a conclusão que a aplicação havia sido no dinheiro do cofrinho e a origem tinha sido a mãe , o pai, a vovó...Mas esse dinheirinho ele não teria que devolver não.
Se empolgou continuou com a leitura. Queria mesmo organizar e medir o seu PATRIMÔNIO. Descobriu então que tudo poderia ser representado como se tivesse tirado uma foto, como se parasse naquele momento e desse valor a cada bem, direito de receber um bem, ou alguma obrigação. A essa foto havia sido dado o nome de BALANÇO PATRIMONIAL.
Viu que como aplicação ele tinha uma bicicleta, uma bola e o dinheiro no cofrinho e que as origens tinham sido sua irmã, seus pais, avós e o próprio cofrinho que havia ficado mais pobre porque ele tinha tirado dinheiro de lá.
Organizando tudo, concluiu: do lado das aplicações ficam os bens e direitos, é chamado de ATIVO. E do lado das origens ficam as minhas obrigações e o que eu tenho de líquido, aquilo que é quase meu porque eu provavelmente não terei que devolver. Meus pais e avós não vão me cobrar enquanto eu existir, mas minha irmã vai sim!
E ficou encucado. E se todos resolvessem cobrar o que lhe deram? Agarrou o livro quase que pedindo socorro, estava se sentindo um endividado!
Tinha certeza que a Contabilidade deveria ter regras e ficou feliz quando descobriu que essas regras eram chamadas de PRINCÍPIOS CONTÁBEIS. Viu que um dos princípios informava que não podia misturar seu patrimônio com o de outras pessoas, era o da ENTIDADE. Era fácil de entender: cada macaco no seu galho! Tratou de tirar os brinquedos da irmã que estavam no seu baú. Separou as figurinhas dela também. Ela que fosse contabilizar o patrimônio dela!
Viu, também, que tinha o princípio da CONTINUIDADE e achou muito interessante. Por este princípio se encara que o dono do patrimônio terá vida longa, e que por isso as empresas não teriam que devolver o que foi investido nelas pelos sócios. Então ele provavelmente não teria que devolver a seus pais e nem aos avós...
Ficou do lado do Ativo do Carlinhos o dinheiro do cofrinho(200), a bicicleta(300) e a bola(80). E do lado do Passivo a irmã(80), os pais e os avós(500). Como ele sabia que não seria cobrado pelos pais e avós, então ele disse:
-Eu tenho os BENS e DIREITOS menos minhas OBRIGAÇÕES, ou seja, 200+300+80, menos 80 que devo a minha irmã. Meu Patrimônio Líquido é 500!
E saiu feliz da vida. Para ele, seu patrimônio estava contabilizado.
Liana Márcia
http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/1821152
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Nosso blogg
Caros Colgas Contadores,
Estamos criando nosso blogg, aqui teremos acesso de todos os membros e divulgaremos artigos, fotos, assuntos importante, empresas e tudo mais que for de nosso interesse.
O obejtivo antes de tudo é que não percamos o contato, por isso todos os participantes poderão ter acesso enviando informações e incluindo o conteudo que for importante e interessante.
para Participar basta mandar um email para controladoria12010@gmail.com que responderei dando a senha e o acesso.
para acessar e editar voce tera que ter um email do YAHOO ou do GMAIL
Para participar tem que ter feito parte da turma do Curso de Ciencias Contábeis 1-2010 PUCMinas São Gabriel, mande um email identificando.
Abraços a todos
Jairo Luciano
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